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Ministério dos Negócios Estrangeiros

«Continua a ser necessário fazer a pedagogia do que é a CPLP»

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que «continua a ser necessário fazer a pedagogia do que é a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a opinião pública portuguesa», na abertura do Seminário Diplomático, que se realiza a 3 e 4 de janeiro, em Lisboa.

Realçando que a base principal da CPLP é a partilha da língua, o Ministro acrescentou que daí «decorrem, necessariamente, uma série de aproximações e ligações».

Para 2018, Santos Silva referiu vários marcos e possibilidades para a organização lusófona, como a realização da próxima cimeira, que terá lugar em Cabo Verde, país que assumirá a nova presidência da CPLP.

Cooperação multilateral para os oceanos

O Ministro lembrou que os nove membros da CPLP estão comprometidos com o cumprimento da nova visão estratégica aprovada na última cimeira, em Brasília, e com o plano de Díli para a promoção da língua portuguesa.

Santos Silva sublinhou também a «oportunidade muito importante» que representa a cooperação multilateral no quadro da agenda do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (Agenda 2030), em particular em torno do objetivo que diz respeito aos oceanos, já que todos os membros da CPLP são países marítimos. 

O Ministro afirmou ainda que «Portugal tem indiretamente enriquecido o espaço lusófono com a crescente atenção a outros países africanos e latino-americanos», para além dos membros da CPLP. E acrescentou que já foram apresentadas as propostas de Portugal e de Cabo-Verde para intensificar as condições de circulação e mobilidade no interior da organização lusófona.

Fortalecer os laços com a sociedade civil

«A CPLP tem funcionado muito bem na concertação político-diplomática: tem constituído um quadro favorável para a cooperação multilateral ou bilateral», disse Santos Silva.

E acrescentou: «Mas é também um chapéu que dá força a uma cooperação que hoje se faz a muitos níveis da sociedade civil, entre as polícias, os tribunais, as universidades, as escolas, o desporto e os agentes culturais».

«A nossa diplomacia tem de estar mais atenta a isto, para não ficarmos apenas focados nos irritantes ou nos elementos positivos da simples concertação político-diplomática», concluiu.

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